Prefeitura de Ladário vai gastar R$ 1,1 milhão com aluguel de contêineres para centralizar secretarias
Estruturas provisórias serão usadas até a conclusão da reforma do prédio da Mitra Diocesana
Reprodução A Prefeitura de Ladário, município localizado a 419 quilômetros de Campo Grande, vai investir R$ 1,17 milhão no aluguel de contêineres para instalar, de forma provisória, secretarias e órgãos municipais. A medida tem como objetivo concentrar setores que hoje funcionam em prédios alugados e espalhados pelo Centro da cidade. O contrato terá duração de 12 meses.
A empresa vencedora do Pregão Eletrônico 44/2025 foi a Pro Estruturas Ltda., que apresentou proposta no valor de R$ 1.171.172,48, abaixo da estimativa inicial de R$ 1.519.389,60. O resultado da licitação e a homologação foram publicados na sexta-feira (20) no Diário Oficial da Assomasul. O certame foi realizado por meio da plataforma Compras BR e homologado pelo secretário municipal de Administração, Wagner Rosemberg Farias Ferreira da Silva.
Ao todo, serão locados 14 módulos habitacionais do tipo contêiner. As estruturas incluem banheiros, janelas, pontos de energia elétrica, piso e um galpão modular com 600 metros de vão livre, que servirá de cobertura para a sede administrativa provisória.
Segundo o termo de referência do processo, a decisão foi motivada pela dispersão de órgãos municipais em diferentes imóveis alugados, situação que, conforme o documento, compromete a eficiência administrativa. Atualmente, setores como a Secretaria de Fomento ao Desenvolvimento Econômico, a Fundação Municipal de Turismo, a Fundação Municipal de Cultura, a Secretaria Municipal de Assistência Social, a Casa dos Conselhos, a Secretaria Municipal Extraordinária de Habitação e o Setor de Tributos da Secretaria de Finanças e Planejamento funcionam em prédios distintos.
O texto aponta que a fragmentação física prejudica a tramitação de processos, a integração entre secretarias e o atendimento ao público, já que o cidadão precisa se deslocar entre diferentes endereços para resolver demandas administrativas.
Outro ponto destacado é a condição estrutural de parte dos imóveis alugados. De acordo com a Prefeitura, alguns espaços não atendem plenamente às normas de segurança, ergonomia e saúde do trabalhador previstas na NR-17, que trata de aspectos como organização do trabalho, mobiliário e condições ambientais.
O município também argumenta que a descentralização gera aumento de despesas com aluguéis, múltiplos contratos de internet, deslocamentos frequentes entre prédios, consumo de combustível, manutenção da frota e retrabalho administrativo. O documento classifica o atual modelo como economicamente e gerencialmente insustentável.
Os contêineres serão utilizados até a conclusão da reforma do prédio da Mitra Diocesana, adquirido pela Prefeitura em 2012 e destinado a se tornar a sede definitiva de setores administrativos. Como a necessidade é temporária, a gestão optou pela locação das estruturas em vez da compra.
Com a centralização provisória e, posteriormente, definitiva, a expectativa da administração municipal é reduzir gastos com contratos de aluguel, padronizar o ambiente de trabalho, melhorar o fluxo de atendimento ao público e integrar as atividades das secretarias, com impacto na produtividade e nos custos operacionais.





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